16 Novembro 2016

O que são adoçantes?

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O adoçante dietético é produzido a partir de edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais responsáveis pelo sabor doce. Eles possuem um poder adoçante superior ao do açúcar de cana (açúcar comum) e são recomendados para dietas especiais como as de restrição (principalmente no diabetes) e de emagrecimento.

Atualmente existe uma ampla variedade de adoçantes como o ciclamato, sucralose, acessulfame-K, steviosídeo (Stevia), entre outros, parece que a sacarina e o aspartame são os preferidos de grande parte dos consumidores.


Segue uma relação dos principais adoçantes e suas características:


1. Ciclamato
O ciclamato é um adoçante sintético descoberto em 1937, a partir de um derivado do petróleo o ácido ciclo hexano sulfâmico. No Brasil, essa substância começou a ser produzida em 1977. O ciclamato é aproximadamente 30-40 vezes mais doce que a sacarose (açúcar comum).

Apresenta um sabor próximo do açúcar, mas com residual amargo. É um dos adoçantes mais baratos do mercado e é muito utilizado pela indústria, principalmente de refrigerantes dietéticos. Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer na forma sódica, ou seja, combinado com sódio. Na gestação ele pode atravessar a placenta e lesionar o cérebro do feto, sendo assim proibido o consumo.


2. Sacarina
A sacarina também é extraída de um derivado do petróleo, o ácido sulfanoilbenzóico, apresenta um poder adoçante 200 a 700 vezes maior que o açúcar da cana (sacarose). A sacarina tem gosto residual amargo e metálico e, por isso, é normalmente associada ao ciclamato. No nosso organismo ela é absorvida lentamente, mas não é metabolizada e assim atravessa a placenta na gestação e chega até o feto, estudos comprovam que, nesses casos, a substância é encontrada no cordão umbilical. A sacarina é estável a altas temperaturas, podendo ser utilizada em preparações quente.


3. Aspartame
O aspartame é um adoçante sintético, produzido a partir de aminoácidos: ácido aspártico e fenilananina, por isso é contraindicado para pessoas portadoras de uma doença congênita chamada de “fenilcetonúria” diagnosticada através do teste do pezinho. Por isso produtos a base de aspartame devem ser indicados no rótulo: “Atenção”: contém fenilananina. O aspartame adoça cerca de 180 vezes mais que o açúcar comum e tem a vantagem de não possuir sabor amargo, porém perde a propriedade de adoçar quando submetido a altas temperaturas.


4. Acessulfame – k
Descoberto em 1967, o acessulfame de potássio (também chamado de acessulfame K ou ace-K) é um adoçante sem calorias e adoça aproximadamente 200 vezes mais doce que o açúcar comum (sacarose). Possui um sabor doce e rapidamente perceptível, com excelente estabilidade em altas temperaturas e boa solubilidade. Pessoas com deficiência renal e que tem o potássio controlado devem evitar a utilização deste adoçante e de produtos que o contenham. O acessulfame de potássio não é metabolizado pelo organismo. Ele é excretado sem alterações.


6. Steviosideo

Stévia é um adoçante natural obtido de uma planta Esteviarebaudiana, sendo então uma excelente opção para substituir o açúcar refinado (açúcar branco).

Benefícios:

  • Não contém calorias;
  • Pode ser utilizada em preparações quentes e frias sem alterar o sabor ou textura dos alimentos;
  • Não provoca cáries dentárias;
  • Não tem efeitos colaterais neurológicos ou renais como outros adoçantes artificiais.

7. Xylitol

Independe da insulina para ser metabolizado pelo organismo, por isso, é bem tolerado por indivíduos que necessitem de controles nos de glicemia, em portadores de doenças metabólicas como diabetes ou apresentem resistência à insulina.

Benefícios:

  • Sem adoçantes artificial;
  • Baixo índice glicêmico;
  • Zero glúten;
  • Zero lactose;
  • Baixo teor calórico;
  • Não é fermentável favorecendo a saúde intestinal;
  • Produto vegano.

Atualmente, os adoçantes mais seguro para consumo são: Stevia e Xylitol obtido de maneira 100% natural.

Consulte um nutricionista para te orientar quanto o consumo!

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Last modified on 17 Novembro 2016