A diabetes gestacional é estabelecida quando o nível de glicose no sangue aumenta durante a gravidez (a partir de 92mg/dl detectados no exame de glicemia de jejum) e, se for não tratada adequadamente, pode colocar mãe e o bebê em risco. Algumas mulheres apresentam condições (abaixo) que podem aumentar a probabilidade da ocorrência dessa doença e devem ficar ainda mais atentas:
- ter 35 anos ou mais;
- histórico familiar de diabetes em parentes de primeiro grau;
- baixa estatura (menos de 1,5m);
- síndrome de ovários policísticos;
- sobrepeso/obesidade;
- ganho excessivo de peso na gravidez atual;
- gordura abdominal excessiva;
- excesso de líquido amniótico, crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia durante a gravidez.
O diagnóstico pode ser obtido nas primeiras consultas de pré-natal com o exame de glicemia de jejum: entre 92 e 126 mg/dl – diabetes gestacional; acima de 126 mg – diabetes mellitus tipo II. Se o resultado for inferior a 92 mg/dl, a paciente terá sua glicemia reavaliada entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação.
O tratamento da diabetes gestacional envolve mudanças na alimentação da gestante, principalmente na ingestão de carboidratos simples como os açúcares, pães, arroz e massas. Para isso, é preciso que um(a) nutricionista ou ginecologista/obstetra calcule o consumo calórico para a paciente e faça as adequações necessárias de acordo com a evolução do quadro.
A prática de atividade física também é importante para o controle da glicemia nesse período e deve ser orientada e supervisionada por um profissional da área. Mas ainda assim, alguns casos precisarão de tratamento medicamentoso com remédios e insulina injetável.
Prevenir a diabetes gestacional requer a adoção e manutenção de alguns hábitos que devem ser orientados de forma individualizada por profissionais de saúde como:
- frequência do consumo de açúcares e outros carboidratos;
- ingestão de verduras, legumes frutas;
- prática de atividade física regular.


